quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Para minhas amigas de riso fácil


Diferentes sim...toda elas!
E se somássemos as idades, teríamos mais de cem anos de tantas vivências diferentes...coisas, pessoas, famílias, problemas, felicidades.
E sobre o pretexto de aprender, suas almas se encontraram...
E por algum motivo, cada uma ao seu jeito, conquistou a outra e soube entender que seriam dessas diferenças que mais sentiriam saudades.
A gente vai amadurecendo e do que mais lembramos são os risos frouxos e das gargalhadas que puxando pela memória, acabam fluindo de nossos lábios, como nos velhos e inesquecíveis tempos!
Aninha Guimarães

Carinhosamente feito para minhas lindas que me fazem esticar  os lábios de orelha a orelha: Viviane, Ingrid e Suzana.
Para vocês meninas!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Promessa



E quando o tempo trouxer pra ti todas as coisas da idade eu continuarei te amando;






A cada nova ruga;


A cada dor que reclamaste;


Cada dificuldade em ler os letreiros;


Continuarei amando seus passos lentos;


Suas brincadeiras de criança;


Suas mãos enrugadas e já não tão firmes;


Vou rir a cada lapso de memória seu


E beijar tua face, cade vez que me trouxeres aquelas flores...


Vou te amar , meu amor


Como no primeiro dia,


Até o fechar dos nossos olhos, e depois...



By Aninha Guimarães


Travessia


E que medo é esse de trilhar os caminhos e de desafiar os carros na travessia?
Se não fossem desafiadores, você sentiria menos medo?
Ver que de outro lado muitos estão felizes, desperta em você a curiosidade de saber o que há lá...
Ah, mas esse medo...Suponho que seja o medo da certeza, talvez, que se atravessares podes ir mais além?



Ou medo de saber o quanto tempo perderes em sentir medo, do que já desconfiava há tempos...de que seja melhor do que o que já tens hoje?
By Aninha Guimarães

Em frente ao espelho.

Por que essa urgência, esse desespero para que coisas aconteçam, se você mesma não sabe ao certo o que está esperando?
Pula da cama e pensa que hoje será seu grande dia de acontecimentos e ao passar do dia, nada, absolutamente nada te surpreende, daí você murcha toda.
É horrível quando seus lábios se juntam nesse silêncio mórbido
Sua pálpebra cai e o brilho do teu olhar apaga,Sim. É um olhar cinza escuro e vazio...distante.
Até mesmo sua postura muda e percebo nitidamente seu olhar ao redor, esperando ...esperando o que mesmo?
Grandes eram teus dias com todos ao teu redor sorrindo e brindando sua alegria gratuita.
Não, não era gratuita, não é verdade? Havia motivo para aquele bom humor todo.
E hoje? Sente-se sozinha? Tem a sensação de que todos foram embora? Fica a espera de mensagens consoladoras...otimistas e elas não aparecem?
Tenta se lembrar de algum amigo ou amiga engraçados que lhe possam fazer rir do nada ?
Pois é querida, você está sozinha consigo mesma...acostume-se a isso e goste disso porque é sempre assim mesmo.E não se deprima, ou se deprima se quiser, mas o fato é que em pouco tempo haverá de outro ciclo se iniciar: novas amizades, novas coisas e depois novas deprês...
Enquanto ficou em sua companhia, aproveite-se...ria-se...conheça-se.
Mas fique quieta agora...acalme tua mente...reflita sobre quem foi...quem ficou. E quem ficou? Você ficou...nítida prova de que seu amor por você, ainda que grande, é pouco...você esteve o tempo todo ao seu lado...se massacrando e se poupando...Se julgando e se condenando e absolvendo.
Fique quieta agora...Acalme teu coração...Focalize em você mesma ou distraia sua mente com uma atividade artesanal.
Você está sozinha agora com você mesma...Gosta do que vê? Sente-se lúcida bastante pra se encarar?
Acalme-se querida...deixe as coisas se acertarem por si ...Não é hora de correr atrás de nada agora...a hora é apenas para você se entender. Respire fundo.Feche os olhos.Pense nas coisas que esqueceu pelo caminho...
Acalme-se querida...pense bem: você já passou por isso antes...E nós duas estivemos sempre aqui, juntas e sozinhas novamente esperando respostas em frente ao espelho.
By Aninha Guimarães

E  que medo é esse de trilhar os caminhos e 

de desafiar os carros na travessia?

Se não fossem desafiadores, você sentiria menos medo?
Ver que de outro lado muitos estão felizes, desperta em você a curiosidade de saber o que há lá...
Ah, mas esse medo...Suponho que seja o medo da certeza, talvez, que se atravessares podes ir mais além?
Ou medo de saber o quanto tempo perderes em sentir medo, do que já desconfiava há tempos...
Ser melhor do que o que já tens hoje?
By Aninha